Nesse mar de concreto
concretizo minha fala
minha escrita
sob versos primavera
nasce a flor poesia
poliniza o meu ego
externaliza-me
por completo
ainda nesse mar
sem ver o horizonte
rabisco tijolos
sozinho
escrevo canções
da minha vida
não coloco autoria
porque pode ser sua
no desencontro
descubro-me
me encontro.
Por Rene Serafim - "Juninho"
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
Deitado
Submerso em cada palavra
afogado nos verbos
intransitivo(s)
não me locomovo
espero
o vazio
do nada
somente com o cheiro
pungente
da dama-da-noite
a outra
a de branco
aguardo no seu tempo
para que venha
enlaçar-me
de braços abertos
e peito também
sigo esperando
na noite sem fim.
Por Rene Serafim - "Juninho"
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Cubo de gelo
Gélida madrugada vazia
onde as horas teimam em não passar
ou querem mostrar
que são as donas do tempo.
E como um vassalo
obedeço o senhor do tempo ao consentir
essa espera crua e silenciosa.
No limite
que separa sensatez e loucura
está o lirismo.
E é nesse pequeno espaço on(l)írico
que me refugio
da solidão.
Absorvo em meus poros
o suor lírico e líquido
e exalo a poesia ácida
que por ora te evapora.
Por Rene Serafim
domingo, 25 de outubro de 2009
Poemeto-Cárstico
Palavras calcárias
formando estalactites poéticas.
Na minha caverna de versos
pinga e forma a rocha do verbo.
Na escuridão e silêncio
ouço o eco.
O som pouco a pouco
me consome.
Bebo das águas das letras
dos pronomes e adjetivos.
Subjetivo.
Urino meus versos.
Por Rene Serafim - "Juninho"
formando estalactites poéticas.
Na minha caverna de versos
pinga e forma a rocha do verbo.
Na escuridão e silêncio
ouço o eco.
O som pouco a pouco
me consome.
Bebo das águas das letras
dos pronomes e adjetivos.
Subjetivo.
Urino meus versos.
Por Rene Serafim - "Juninho"
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Uma poesia
Uma poesia às putas abandonadas
rejeitadas pela própria vida
pelo próprio ego.
Uma poesia aos andarilhos
rejeitados pelo próprio caminho
pelo próprio destino.
Uma poesia aos meninos de rua
rejeitados pela própria família
pelo próprio ser.
Uma poesia aos famintos
rejeitados pelo próprio parco corpo
pelo próprio estômago.
Uma poesia
nua
crua
repetitiva
vermelho-sangue.
Por Rene Serafim - "Juninho"
rejeitadas pela própria vida
pelo próprio ego.
Uma poesia aos andarilhos
rejeitados pelo próprio caminho
pelo próprio destino.
Uma poesia aos meninos de rua
rejeitados pela própria família
pelo próprio ser.
Uma poesia aos famintos
rejeitados pelo próprio parco corpo
pelo próprio estômago.
Uma poesia
nua
crua
repetitiva
vermelho-sangue.
Por Rene Serafim - "Juninho"
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Além do elo II
Quero dividir o meu silêncio líquido
Colocar sobre a mesa o baralho
Sem cartas marcadas
Embriagar os meus sentimentos
Deixar o mundo perceber o sentido
Reviver cada momento passado
Protegê-lo das falácias
Tocar um samba malandro
Romper o paradigma familiar
Ultrapassar as barreiras da obrigação
Simplesmente querer o prazer.
No dedilhar da poesia
Emitir sonoridade
Verdadeira
Interpessoal
Aberta
Estridente.
E no final
Eu quero querer
Voar como um pássaro
E em tom maior
Cantar para seus ouvidos
A melodia destes versos.
Por Rene Serafim - "Juninho"
P.S.: Um quase plágio e resposta a esta postagem: http://bibiserafim.blogspot.com/2009/08/alem-do-elo.html
Colocar sobre a mesa o baralho
Sem cartas marcadas
Embriagar os meus sentimentos
Deixar o mundo perceber o sentido
Reviver cada momento passado
Protegê-lo das falácias
Tocar um samba malandro
Romper o paradigma familiar
Ultrapassar as barreiras da obrigação
Simplesmente querer o prazer.
No dedilhar da poesia
Emitir sonoridade
Verdadeira
Interpessoal
Aberta
Estridente.
E no final
Eu quero querer
Voar como um pássaro
E em tom maior
Cantar para seus ouvidos
A melodia destes versos.
Por Rene Serafim - "Juninho"
P.S.: Um quase plágio e resposta a esta postagem: http://bibiserafim.blogspot.com/2009/08/alem-do-elo.html
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Sente-se
ouça o silêncio
destes versos sombrios
escuros
sem forma
e sem rimas
sem alegria
sem o cheiro
da saudade
me invade
harmonia
Por Rene Serafim - "Juninho"
destes versos sombrios
escuros
sem forma
e sem rimas
sem alegria
sem o cheiro
da saudade
me invade
harmonia
Por Rene Serafim - "Juninho"
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O Expresso
Agora
eu escrevo
na tentativa inútil de expressar
o meu sentimento
é inútil
porque o momento
que deveria
ter sido expresso (como o trem)
já passou
e só me resta a poesia
talvez a única forma que
externalizo-me por completo
não fosse ela
a poesia
estaria agora engasgado
sufocado
talvez morto
ou vivo
mergulhado nos versos
submerso em meu universo
penso
e fico.
Por Rene Serafim - "Juninho"
eu escrevo
na tentativa inútil de expressar
o meu sentimento
é inútil
porque o momento
que deveria
ter sido expresso (como o trem)
já passou
e só me resta a poesia
talvez a única forma que
externalizo-me por completo
não fosse ela
a poesia
estaria agora engasgado
sufocado
talvez morto
ou vivo
mergulhado nos versos
submerso em meu universo
penso
e fico.
Por Rene Serafim - "Juninho"
domingo, 4 de outubro de 2009
Mediterrâneo
uma dose dessa overdose
intravenosa e ácida
e os barcos fazem o levante
o vento sopra a favor
e eu vou navegando
nesse mar sem fim
quando abro meu abraço
congelo-me nesse apogeu
que me derrete por completo
na tempestade tropical
cerco-me
esvaeço-me
mas o sol aparece
e com o calor
me aquece
Por Rene Serafim - "Juninho"
intravenosa e ácida
e os barcos fazem o levante
o vento sopra a favor
e eu vou navegando
nesse mar sem fim
quando abro meu abraço
congelo-me nesse apogeu
que me derrete por completo
na tempestade tropical
cerco-me
esvaeço-me
mas o sol aparece
e com o calor
me aquece
Por Rene Serafim - "Juninho"
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Poesia-vazia
No vazio
e escuro do quarto
internalizo-me.
Silenciosamente
escrevo os atormentos
e as loucuras.
Minha internalização externaliza-se
na forma de lágrimas
e descarrega o peso
da solidão que por ora me consome.
A garganta se fecha.
Os olhos já não enxergam
com o acúmulo da coisa lacrimal.
O sentimento todo deságua
quando num filme ele,
no caso eu,
lê a seguinte frase:
“Felicidade só é real quando compartilhada”
E este conjunto de palavras
denominada de frase
é o limiar deste descarrego
de sentimentos
traduzido em poesia
mas que sequer atingiu
o que eu realmente sentia.
P.S. Para você que agora compartilha a minha poesia. Ao ler, ouça essa MÚSICA.
Por Rene Serafim - "Juninho"
e escuro do quarto
internalizo-me.
Silenciosamente
escrevo os atormentos
e as loucuras.
Minha internalização externaliza-se
na forma de lágrimas
e descarrega o peso
da solidão que por ora me consome.
A garganta se fecha.
Os olhos já não enxergam
com o acúmulo da coisa lacrimal.
O sentimento todo deságua
quando num filme ele,
no caso eu,
lê a seguinte frase:
“Felicidade só é real quando compartilhada”
E este conjunto de palavras
denominada de frase
é o limiar deste descarrego
de sentimentos
traduzido em poesia
mas que sequer atingiu
o que eu realmente sentia.
P.S. Para você que agora compartilha a minha poesia. Ao ler, ouça essa MÚSICA.
Por Rene Serafim - "Juninho"
domingo, 27 de setembro de 2009
Singela homem-nagem
O nêgo se foi
e a jamaica faz festa
tem carne de boi
e à noite seresta.
Tem Bob tocando
na entrada do paraíso
e Barrey vai adentrando
com aquele sorriso.
Fica a fotografia
naquela cozinha
não vemos seu rosto
só sentimos sua alegria.
P.S. Para Barrey.
Por Rene Serafim - "Juninho"
e a jamaica faz festa
tem carne de boi
e à noite seresta.
Tem Bob tocando
na entrada do paraíso
e Barrey vai adentrando
com aquele sorriso.
Fica a fotografia
naquela cozinha
não vemos seu rosto
só sentimos sua alegria.
P.S. Para Barrey.
Por Rene Serafim - "Juninho"
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Carta Magma
Uma pausa na poesia.
Anseios e conflitos nos movem todos os dias na forma de angústias, sofrimentos, tristezas, incompreensões, prazeres, desejos, realizações, sonhos e muitas outras coisas que no fundo possuem um só significado: tensão. Talvez a saída mais fácil e prazerosa, diga-se de passagem, seria retirar o “n” do meio desta palavra. Mas é preciso tensão em equilíbrio constante para que a corda não arrebente em um dos lados.
A corda não é de ferro nem é de aço. Ela é fruto das relações humanas intangíveis. Cedo ou tarde, arrebenta no nosso lado. Infelizmente o nosso é sempre propenso a receber a lapada do ato. Antes fosse teatro.
Agora apronfundaremos a nossa questão que possui múltiplas escolhas. Ir ou não de encontro ao rompimento da nossa corda? Iremos. O rompimento é parte do processo. Ao ir, vamos ao novo anseio, conflito, angústia, sonho, prazer (...), ou seja, um novo ciclo se inicia.
Buscar o equilíbrio da nossa nova corda é a questão essencial. Não interessa os meios utilizados nem os valores socias colocados sobre a mesa. Serviremos o jantar com a sobremesa.
Esqueci de falar da corda. “Shame on you!” diria os ingleses. A apresentação deveria estar antes de começar o texto. Opa! Quebrei uma regra culta que não estava bem incutida na minha cabeça. Mentira. Estava e foi proposital. Apenas estou dando vida à corda. Primeiro ela existe e não sabe que existe. Depois é que ela vai se preenchendo e dando forma e essência ao seu corpo de corda.
Nessa confusão de palavras soltas e ideias desconexas, consigo visualizar a intencionalidade de toda essa filosofia barata e xucra: a decisão de se arrebentar deve partir da corda para o todo. Ah! E o todo só é todo porque elas, as cordas, existem.
Voltemos à poesia.
Por Rene Serafim - "Juninho"
Anseios e conflitos nos movem todos os dias na forma de angústias, sofrimentos, tristezas, incompreensões, prazeres, desejos, realizações, sonhos e muitas outras coisas que no fundo possuem um só significado: tensão. Talvez a saída mais fácil e prazerosa, diga-se de passagem, seria retirar o “n” do meio desta palavra. Mas é preciso tensão em equilíbrio constante para que a corda não arrebente em um dos lados.
A corda não é de ferro nem é de aço. Ela é fruto das relações humanas intangíveis. Cedo ou tarde, arrebenta no nosso lado. Infelizmente o nosso é sempre propenso a receber a lapada do ato. Antes fosse teatro.
Agora apronfundaremos a nossa questão que possui múltiplas escolhas. Ir ou não de encontro ao rompimento da nossa corda? Iremos. O rompimento é parte do processo. Ao ir, vamos ao novo anseio, conflito, angústia, sonho, prazer (...), ou seja, um novo ciclo se inicia.
Buscar o equilíbrio da nossa nova corda é a questão essencial. Não interessa os meios utilizados nem os valores socias colocados sobre a mesa. Serviremos o jantar com a sobremesa.
Esqueci de falar da corda. “Shame on you!” diria os ingleses. A apresentação deveria estar antes de começar o texto. Opa! Quebrei uma regra culta que não estava bem incutida na minha cabeça. Mentira. Estava e foi proposital. Apenas estou dando vida à corda. Primeiro ela existe e não sabe que existe. Depois é que ela vai se preenchendo e dando forma e essência ao seu corpo de corda.
Nessa confusão de palavras soltas e ideias desconexas, consigo visualizar a intencionalidade de toda essa filosofia barata e xucra: a decisão de se arrebentar deve partir da corda para o todo. Ah! E o todo só é todo porque elas, as cordas, existem.
Voltemos à poesia.
Por Rene Serafim - "Juninho"
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Curta-metragem
Não há rima
nem prosa
o auto-retrato
reflete em mim
faço versos
livres
soltos
agora fico deitado
sobre o meu todo
enfim
faço versos
presos
enjaulados
acorrentados em mim.
Por Rene Serafim - "Juninho"
nem prosa
o auto-retrato
reflete em mim
faço versos
livres
soltos
agora fico deitado
sobre o meu todo
enfim
faço versos
presos
enjaulados
acorrentados em mim.
Por Rene Serafim - "Juninho"
domingo, 20 de setembro de 2009
Haikai londrino II
quando o tempo está para FOG
eu entro num PUB
e me aFOGo.
Por Rene Serafim - "Juninho"
eu entro num PUB
e me aFOGo.
Por Rene Serafim - "Juninho"
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Dez horas
Não posso ser feliz por completo.
Se serei?
Não sei.
Mas minha poesia necessita de tristeza e doses de solidão.
Porque elas são fontes.
Inspiração.
Carrego no peito sangrado o gosto acre da vida.
Aperto meu cinto. E sinto.
Derramo o pouco doce que sobra longe de mim.
Não estou sendo vítima de mim mesmo.
Pelo contrário.
Estou apenas mostrando que os meus versos cantam
a canção fúnebre em tempos de alegria.
E que somente eu sei sobre a minha poesia.
Por Rene Serafim - "Juninho"
Se serei?
Não sei.
Mas minha poesia necessita de tristeza e doses de solidão.
Porque elas são fontes.
Inspiração.
Carrego no peito sangrado o gosto acre da vida.
Aperto meu cinto. E sinto.
Derramo o pouco doce que sobra longe de mim.
Não estou sendo vítima de mim mesmo.
Pelo contrário.
Estou apenas mostrando que os meus versos cantam
a canção fúnebre em tempos de alegria.
E que somente eu sei sobre a minha poesia.
Por Rene Serafim - "Juninho"
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Entre-laços
Faço estes versos
Enquanto dormes
Reluzente e presente
Na minha cama
Ainda sinto seu cheiro
Nos corpos
Deitados e experimentados
Amados.
Por Rene Gonçalves Serafim Silva - "Juninho"
Enquanto dormes
Reluzente e presente
Na minha cama
Ainda sinto seu cheiro
Nos corpos
Deitados e experimentados
Amados.
Por Rene Gonçalves Serafim Silva - "Juninho"
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
1ª Pessoa do singular
Você carrega as mágoas
nas profundezas mais profundas.
Chora lágrimas já sem sal
e cristalizadas.
Você guarda e aguarda
o metrô da madrugada.
Retira-se da linha
não mais utilizada.
Você caminha a três horas
de sua morada.
E ao chegar
está mais frio.
Você derrama o sangue
que fora vermelho.
Agora ele sequer
tem cor.
Você hoje é um ser
metamorfizado.
Talvez um verbo intransitivo
mas que aceita exceções.
Você é...
a primeira pessoa do singular.
Por Rene Gonçalves Serafim Silva - "Juninho"
nas profundezas mais profundas.
Chora lágrimas já sem sal
e cristalizadas.
Você guarda e aguarda
o metrô da madrugada.
Retira-se da linha
não mais utilizada.
Você caminha a três horas
de sua morada.
E ao chegar
está mais frio.
Você derrama o sangue
que fora vermelho.
Agora ele sequer
tem cor.
Você hoje é um ser
metamorfizado.
Talvez um verbo intransitivo
mas que aceita exceções.
Você é...
a primeira pessoa do singular.
Por Rene Gonçalves Serafim Silva - "Juninho"
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Lado B
O silêncio líquido
será a resposta
para o meu segredo.
Ao não dizer,
falarei mais alto
e mais profundo.
Com as asas de quem quer voar,
corto as minhas
na esperança de um dia
fazer-te acreditar.
E no lirismo barato que por ora faço
tento num impulso,
súbito e intenso,
colocar em palavras
tudo aquilo que existe
na minha abstração sentimental.
O prazer de fazê-los,
os versos,
é semelhante ao gozo noturno
dos dias quentes.
E como quem sente sou eu,
escrevo.
Fim.
P.S.: Feito na rodoviária de Ribeirão Preto.
Por Rene Gonçalves Serafim Silva - "Juninho"
será a resposta
para o meu segredo.
Ao não dizer,
falarei mais alto
e mais profundo.
Com as asas de quem quer voar,
corto as minhas
na esperança de um dia
fazer-te acreditar.
E no lirismo barato que por ora faço
tento num impulso,
súbito e intenso,
colocar em palavras
tudo aquilo que existe
na minha abstração sentimental.
O prazer de fazê-los,
os versos,
é semelhante ao gozo noturno
dos dias quentes.
E como quem sente sou eu,
escrevo.
Fim.
P.S.: Feito na rodoviária de Ribeirão Preto.
Por Rene Gonçalves Serafim Silva - "Juninho"
domingo, 6 de setembro de 2009
Passarela Rubens Pasin
Atravessando a passarela Rubens Pasin
senti o odor da urina lá deixada
por um transeunte qualquer na madrugada.
Ao olhar ao meu redor
deparei-me com a forma mais pura e poética da vida:
as marcas deixadas por todos que ali passam.
Subitamente aflorou em meus poros a poesia
e exalou meus sentimentos fugazes.
Tudo isso por causa de uma passarela.
Por Rene Gonçalves Serafim Silva - "Juninho"
senti o odor da urina lá deixada
por um transeunte qualquer na madrugada.
Ao olhar ao meu redor
deparei-me com a forma mais pura e poética da vida:
as marcas deixadas por todos que ali passam.
Subitamente aflorou em meus poros a poesia
e exalou meus sentimentos fugazes.
Tudo isso por causa de uma passarela.
Por Rene Gonçalves Serafim Silva - "Juninho"
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